Os Desafios da Tecnologia para Deficientes

A ficção científica sempre esteve anos luz à frente da ciência tradicional. E há muito tempo imaginou como seria a vida das pessoas com alguma deficiência física se transformando.

Ficção Científica sempre esteve à frente

Dependendo do filme que escolhermos, podemos encontrar de tudo, desde transplante de olhos (minority report), até a reconstrução total de membros perdidos (Star Wars).

Já vimos tetraplégicos voltando a caminhar, como nesse comercial onde o ator Christopher Reeves (o eterno Superman) volta a caminhar:

De fato, o mundo da ficção sempre nos serviu de alento para nossas angustiantes perguntas sobre as limitações de nosso corpo físico. E porque, uma vez rompida a ligação de nossa medula com os membros, sua reconexão nunca surtiu efeito…

A Tecnologia Evoluiu

Porém, pudemos assistir maravilhados, nessas últimas semanas, a evolução incrível da ciência, que nos mostrou ser realmente possível, ainda que ainda esteja em estágios muito iniciais de estudos, que pessoas tetraplégicas há anos consigam recuperar seus movimentos.

Como conta a história do Ciclista José Ilson Jr. que ficou tetraplégico após um acidente de bicicleta em 2016.

Após vários dias entre CTI e UTI, ter sido desenganado pelos médicos, muitas cirurgias depois, e inúmeras sessões de fisioterapia. Ilsinho – como é conhecido, voltou lentamente a recuperar os movimentos. Sua história virou um documentário.

Paraplégicos voltam a andar com a ajuda de estimulação elétrica

Recentemente, um estudo que implantou eletrodos na coluna de voluntários mostrou ser possível replicar isso em outros casos.

Esse eletrodo estimula as sinapses naturais entre o cérebro e os nervos dos membros.

chefe de cozinha Jeff Marquis, agora com 35 anos, é um dos casos de sucesso. Aos 28 anos, Jeff sofreu um acidente com uma bicicleta de montanha, ficando paralisado do pescoço para baixo, com um pouco de movimento nos braços e pulsos.

Antes do implante, o cozinheiro precisava de ajuda para se levantar da cama todas as manhãs, mas agora consegue realizar as suas tarefas rotineiras sem precisar de a ajuda de ninguém. Jeff até já cozinha sozinho, recorrendo a equipamentos especialmente desenhados para si. “Mais cedo ou mais tarde vou ter que voltar para a universidade para começar uma nova carreira”, disse.

Transplantes de Rosto já são possíveis

O que antes também ficava a par somente dos filmes de ficção científica, agora também já é realidade. Isso inclui o transplante de rosto.

Como é o caso da jovem Katie Stubblefield, de 22 anos, que teve seu rosto desconfigurado após uma tentativa de suicídio quando tinha apenas 18 anos.

Desde que recebeu o transplante, Stubblefield passou por três cirurgias de revisão e faz terapias física, ocupacional e de fonoaudiologia.

Os nervos que conectam seu cérebro aos seus novos músculos faciais ainda estão crescendo, então ela precisa fazer esforço para movimentar o rosto. Sua língua e boca ainda não funcionam bem. Ela também vai precisar tomar medicamentos imunossupressores para o resto de sua vida, ou até que um avanço científico anti-rejeição seja produzido.

Primeiro transplante do Brasil completa 50 anos

Voltando um pouco no tempo, o que parecia algo futurista está completando 50 anos em 2018.

No dia 26 de maio de 1968, o Brasil entrava no grupo de países pioneiros do transplante de coração.

Foi o caso do lavrador de Mato Grosso João Boiadeiro, codinome de João Ferreira da Cunha, que se tornara o primeiro brasileiro a ter o coração transplantado a partir de uma cirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

O que há por vir

Ainda não sabemos o que está por vir. Já sabemos que os atuais ganhadores do Prêmio Nobel já estão com estudos muito avançados para uma cura para o câncer.

O que sabemos é que, enquanto permitirmos que a ciência possa evoluir sem tantas restrições, com certeza teremos ainda mais evoluções no Futuro.